terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PERDIDA ENTRE O CÉU E A TERRA, QUE MACONHA EU FUMEI?


Nas minhas palavras transcrevo o que nasce, o que surge de bom, o que me maltrata e o que mato também, escrevo emoções as que me transbordam a alma de um modo que não se cabe juntar, tentar guardar, aprisionar... Melhor deixar que transborde o que é alegria e o que é dor, que não reste sombra de nada que se chama emoção, emoções nos deixam sem raciocínio, sem senso de direção, sem querer olhar pra frente se não for com alguém, que com certeza não nos merece ou nunca mereceu... 
 Quando digo que estou perdida entre o céu e a Terra somente uma pessoa na face da Terra saberia do que estou falando, e mais ninguém, hoje em dia só eu sei, me enganei, nunca tivemos nada, nunca houve nada, me perdi entre o céu e a Terra porque fumei uma maconha mais forte e fiquei deslocada do planeta, nunca mais voltarei ao meu lugar, fiquei velha demais perdi a memória esqueci o caminho de volta, roubaram de mim a juventude, a alegria, as lembranças boas, me roubaram o que me tirou os pés da Terra, a emoção... quem disse que precisava dessa emoção, já me bastava o cheiro no ar, o perfume de uma doce ilusão, a textura da pele na memória da minha pele, uma ilusão que minha mente criou... "Nunca existiu nada, nem vai existir, nunca"... Isso foi a pior coisa que poderia ter de uma doce ilusão...