terça-feira, 6 de setembro de 2011

A Hora da Verdade

Só se conhece verdadeiramente uma mulher em apenas um momento, é na cama.
Na cama, na hora da entrega não há como mentir, olhos nos olhos, pele na pele, quando o cheiro se mistura e tudo se encaixa com tanta perfeição, quando no amplo conhecimento da mulher amada, ali entregue, como quem decora um texto, você decora a sua mulher, você decora cada centímetro da sua pele macia, cada centímetro de sua carne quente, você a decora na memória da sua pele, nas palmas de suas mãos, deslizando entre seus dedos, você sabe quando é o exato momento de mais uma explosão de prazer, alí é o único momento em que não dá pra mentir, não dá pra ela dissimular, pra fingir ser uma coisa que não é, ser livre sem ser, alí sim é o único momento em que ela é verdadeira, no ápice quando seu corpo ainda pulsa de prazer por você, pra você, em seus braços, e seu olhar terno te diz, ainda que ela não abra a boca, a única verdade: “ que ela seria sua pra sempre”, se vc consegue ler isso nos olhos da sua mulher, guarde! Essa é a única verdade, depois disso quando se sai da cama, tudo volta a ser como antes, na grande peça da vida real, ela seria sua... Mas não é! Por mais que vc queira, não se pode ter o que pertence a outro, pricipalmente o que é de outro por opção ou por falta de coragem de se libertar das correntes da mentira, e do comodismo. Mulheres se enganam, mulheres enganam tolos, e tolas como eu. Mas se vc me pergunta porque ainda assim amo essa mulher com tanta intensidade, te afirmarei que é a verdade daqueles minutos em que ela seria minha para sempre, isso me faz amar uma mulher.

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